COLUNA JANUÁRIO BASÍLIO: O JEITO BARBACENENSE DE SER.

Os jeito barbacenense de ser.

 

Andar pela ruas de Barbacena e sem passar enfrente a um templo religioso é uma tarefa praticamente impossível de ocorrer, afinal de contas, eles estão  espalhados pelos “quatro cantos” da cidade, sejam eles católicos ou não.

É importante destacar que estes templos além da referência religiosa que ele representam  para um determinado grupos de pessoas, eles também passam  a ter um outro papel: o de figurar como ponto de referência para determinar algum bairro, praças ou ruas da cidade. Um  bom exemplo em questão, é quando  referenciam a região da Praça Dom Silvério com sendo a “Praça do Rosário”, vou mais além; de quando mencionam a Praça Soares Ferreira como sendo a “Pracinha da Boa Morte”. Poderíamos citar dezenas de outros exemplos como os citados anteriormente e acrescentando ainda, que estes exemplos também se evidenciam de quando se associam nomes de empresas ou entidades, como sendo a principal referência de determinados lugares, à exemplo, posso citar a Praça Antônio Carlos que muitos á referenciam como sendo a “Praça da Medicina”, associando a imagem da Faculdade com a referida praça.

As formas peculiares pelo jeito e forma de se referenciar lugares pelos barbacenenses não se limita em “apelidar” os logradouros  por nomes de empresas ou instituições, alguns locais recebem os apelidos de acordo com que um determinados grupos de pessoas se referem a eles, passando a associar o nome de uma pessoa de destaque  para o bairro ou rua  onde ela mora ou trabalha  como a melhor forma de se lembrar de um lugar. Exemplo: No bairro onde moro existe uma rua que colocaram o pelido nela de “rua do Adão prego”, uma referência há um ilustre morador daquela rua que se perpetua até os dias de hoje, mesmo a pessoa em questão já ter falecido. Uma outra rua nas proximidades, á chamam de “Rua do Sacola e do Pinto”, uma referência aos proprietários de uma serralheria que existe no logradouro.

Quem ai, em seu bairro ou rua, que nunca criou uma outra forma de referenciar um determinado local com este jeitinho típico das raízes mineiras para facilitar a indicação de lugares?

Eu poderia ficar enumerando diversos outros exemplos que os barbacenenses ainda mantém os costumes desdes os tempos de quando a cidade ainda era um pequeno arraial como sendo a forma melhor de apontar um local.

O importante de tudo isso, é saber que eles auxiliam em muto para se chegar em determinado locais ou pessoas, sem que necessariamente se utilize dos métodos naturais: o de que seguir o caminhos tendo as placas de ruas e de logradouros, como a única forma de se chegar á um destino.

Foto(Januário Basílio): Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte – Paróquia de Nossa Senhora da Assunção.