REPORTAGEM ESPECIAL SOBRE O INCÊNDIO NO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DO OURO BRANCO

Durante cinco dias, moradores da cidade de Ouro Branco na Região do Alto Paraopeba, deparam com uma cena triste ao ver um de seus mais importante patrimônio natural sendo tomado pelo fogo, destruindo grande parte da vegetação do Parque Estadual da Serra do Ouro Branco. O incêndio que teve início no feriado do Dia da Independência,  mobilizou diversas autoridades ligadas a preservação e manutenção do meio ambiente, para que juntos, pudessem conter os diversos focos que se espalhavam desenfreadamente pela serra, e tomando proporções gigantescas e destruindo tudo que vinha pela frente, contabilizando enormes prejuízos  com a perda de vegetação e de animais que foram mortos durante os focos.

Militares do  Corpo de Bombeiros da Segunda Companhia, sediado em Conselheiro Lafaiete, em ação conjunta com o Instituto Estadual de Florestas e brigadistas voluntários, se uniram para tentar minimar os prejuízos que estavam sendo causados pelo incêndio desenfreado e avassalador sobre a serra. A topografia íngreme e de difícil acesso, levaram os bravos guerreiros a exaustão, aliado ao sol forte e ao clima seco e da baixa umidade relativa do ar devido ao longo período sem chuvas, também contribuíram para tornar os trabalhos ainda mais dificultosos. A grande extensão do Parque que tem formação rochosas, também foi um fator  a parte que exigiu a utilização de aeronaves no combate as chamas, evitando riscos de acidentes as equipes que trabalhavam no local.

O Vertentes das Gerais conversou com Comandante da 2ª Cia. de Bombeiros Militar de Conselheiro Lafaiete, Capitão BM Ronaldo Rosa de Lima, sobre o incêndio ocorrido no Parque Estadual da Serra do Ouro Branco: “As destruição causadas por este incêndio no Parque, serve para alertar e conscientizar a população de um modo geral, sobre os prejuízos causados não só a flora e a fauna, mas também, a nossa própria saúde, pois inalamos a fumaça que sai deste fogo e que  consequentemente, traz sérios problemas a nossa saúde, em especial, os problemas respiratórios. Tivemos um longo período de muito trabalho para combater estas chamas, foi necessário o revesamento da nosso efetivo, bem como, o de todo o pessoal que doaram seu tempo para estar nos ajudando a combater estes focos, que contou com o apoio fundamental de funcionários do IEF, Polícia Militar de Meio Ambiente e de brigadistas voluntários, além é claro, do importante apoio que recebemos da população de Ouro Branco e de cidades da nossa região,  que nos forneceram alimentos e água para a nossa manutenção. É triste ver cenas tão fortes e impactantes, como de um animais morrendo e você não ter mais condições de fazer nada para salvá-lo. As pessoas poderiam ter mais consciência sobres estes fatos para que possam refletir sobre os prejuízos que possam ser evitando antes de atear fogo em uma vegetação. Quem esteve nos acompanhando durante todos estes dias de quando ocorreu o incêndio, sabem bem o quanto nos foi exaustivo e estressante trabalhar sobre sol forte e um calor insuportável para combater este incêndio,” explanou.

Durante os dias de combate ao incêndio na Serra do Ouro Branco, diversos animais foram resgatados pelas equipes que trabalhavam no local, alguns deles, encontrados em residências localizadas próximas da serra que fugiram do fogo descontrolado e procuraram abrigo nestas casas, tamanho  o desespero desses animais que lutaram para sobreviver em meio a ação desenfreada do ser humano que estão destruindo seus habitat naturais, trazendo sérios riscos para o nosso ecossistema. Muitos animais foram  mortos e ficaram carbonizado em meio a um cenário de destruição e morte.

A exemplo do que correu no Parque Estadual da Serra do Ouro Branco, onde a ação inconsciente e irresponsável do ser humano acabou por vitimar diversas formas de vida que habitavam naquele local, o mesmo não deixa de ocorrer em outros pontos das cidades brasileiras, onde as pessoas em alguns casos e sem muito conhecimento, ateiam fogos em lixos e vegetações  seca, na tentativa de “facilitar” a limpeza de um lote ou terreno, e com isso, acabam por acarretar  sérios problemas para a fauna e a flora brasileira, matando plantas e animais e contribuindo de forma assustadora para o aumento do riscos de extinção de animais e de plantas.

Durante todos dias em que durou o incêndio na Serra do Ouro Branco, o Vertentes das Gerais esteve atento a todo instante nos trabalhos que estavam sendo desempenhados por militares, brigadistas, voluntários e equipes do IEF, na exaustão para apagar os diversos focos de incêndio que destruíam de forma veloz, um grande e rico ecossistema, patrimônio natural do nosso Estado, Recebemos por meio do WhatsApp do Vertentes das Gerais, diversas imagens e áudios do que estava ocorrendo durante os trabalhos realizados nos cinco dias de trabalhos para apagar o fogo. Muito destes materiais que nos fora enviado, mostravam o duro e árduo trabalho das equipes para debelar o incêndio, e muita dessas pessoas, já estavam sem forças, com sede e fome, devido aos trabalhos incessante que não podiam ser paralisados, sobre riscos eminentes de propagação de focos de incêndio, aliada as dificuldades para se chegar até ao local com os alimentos,

O incêndio ocorrido no Parque Estadual da Serra do Ouro Branco, mobilizou pelo menos 12 militares do Corpo de Bombeiros de Conselheiro Lafaiete, cerca de 40 brigadistas, além de um efetivo do IEF, Polícia Militar de Meio Ambiente, e o apoio de vários voluntários. Foram utilizadas diversas aeronaves e mobilizados vários veículos para ajudar no combate as chamas que duraram cinco dias, quando então foi finalmente contido os focos na última segunda feira (11). Uma base foi montada na praça próxima a rodoviária de Ouro Branco, que serviu como local de abastecimento das aeronaves e também, como posto das doações de água e de alimentos que foram destinadas as equipes que estiveram trabalhando na serra.

O Parque Estadual Serra do Ouro Branco, foi criado em setembro de 2009,  possui  extensão de 7.520,hectares, é considerado um importante divisos de águas de várias bacias e sub-bacias hidrográficas da região. Em suas partes mais altas, pode ultrapassar os 1.500 metros de altitude.

Na próxima sexta feira (15), a partir das 09 da manhã, acontece na Avenida Melo Viana, Centro, Frente Banco do Brasil, em Conselheiro Lafaiete, a campanha “Alerta Verde”, que terá como o objetivo de buscar a conscientização ambiental por parte da população, principalmente no que tange a prevenção a incêndio em vegetação. Será uma força tarefa composto pela Prefeitura de Conselheiro Lafaiete, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar do Meio Ambiente, Instituto Estadual de Florestas e ARPA.

 

Contribuíram com imagens para esta reportagem: BM de Conselheiro Lafaiete, G1 TV Globo Minas e Carla Sassi.