Os suspeitos poderão responder pelos crimes de estelionato previdenciário e associação criminosa, as penas somadas podem chegar a 10 anos de prisão
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (16/4), a Operação Curadores, com o objetivo de combater fraudes contra a Previdência Social no município de Viçosa, na Região Geográfica Intermediária (RGInt) de Juiz de Fora. A ação contou com o apoio do Núcleo Regional de Inteligência da Previdência Social em Minas Gerais (NUINP/MG). Segundo as investigações, o prejuízo aos cofres públicos ultrapassa R$ 1,3 milhão.
Estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Federal de Viçosa/MG — sete no próprio município e um em São Paulo/SP.
A investigação apurou que diversos benefícios previdenciários foram reativados indevidamente nos sistemas do INSS. As fraudes teriam ocorrido por meio da utilização de senhas furtadas de servidores, possibilitando o acesso remoto aos sistemas da autarquia e a posterior transferência dos valores para agências bancárias em Viçosa.
Além disso, identificou-se que oito pessoas atuavam como falsos curadores dos titulares dos benefícios, sem apresentar a documentação exigida ou qualquer vínculo legítimo com os beneficiários.
Esses indivíduos eram cadastrados nos sistemas do INSS como curadores, e os valores referentes aos benefícios reativados eram depositados em suas contas. Na sequência, os recursos eram rapidamente sacados ou transferidos para contas de terceiros.
Segundo cálculos do NUINP/MG, o prejuízo causado aos cofres públicos ultrapassa R$ 1,3 milhão.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato previdenciário e associação criminosa, cujas penas somadas podem chegar a 10 anos de reclusão.

Com informações: Polícia Federal.

































