Corpo de policial militar que morreu durante perseguição em MG será sepultado neste domingo

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Thiago deixa dois filhos pequenos – um de seis anos e um bebê de quase dois anos, e sua esposa está grávida do terceiro filho, com aproximadamente seis meses de gestação.

O corpo do soldado da Polícia Militar de Minas Gerais, Thiago Belizar Faustino, de 26 anos, que morreu durante perseguição policial em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na noite de sexta-feira (3/10), será velado e sepultado neste domingo (05/10), em Belo Horizonte (MG).  Ele era lotado no 35º Batalhão da Polícia Militar em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. O corpo de Thiago Belizar Faustino será velado a partir das 8h deste domingo (05/10) e sepultado às 11h, no Bosque da Esperança Cemitério e Crematório, no bairro Jaqueline, em Belo Horizonte.

De acordo com o boletim de ocorrência, o acidente aconteceu às 19h20 na Rua Gama Neto, no bairro Barreiro do Amaral. O soldado, que estava em uma moto, e colidiu contra a parte frontal de uma Fiat Strada e ficou irresponsivo no chão. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e fez manobras de reanimação por 40 minutos no oficial, mas ele não reagiu e morreu no local.

Conforme os registros, o condutor da Strada contou que dirigia na rua quando viu duas motos se aproximando dele, na direção contrária. Uma delas era ocupada por dois suspeitos e a de trás era a ocupada pelo policial. Em certo momento, o condutor da primeira moto fez uma manobra intencional que arremessou o policial contra a caminhonete. Depois disso, fugiu sentido Bairro Kennedy.

Aos militares, o condutor disse que subiu na calçada para evitar o choque, mas não conseguiu evitar a colisão. Ao ver que o motociclista estava no chão, o motorista desceu da caminhonete para prestar socorro e percebeu que ele não estava responsivo. Segundos depois, duas novas motos da PM chegaram à cena.

A perseguição

Segundo o documento policial, um dos militares que chegaram à cena disse que os três estavam na Rua Gama Neto quando ouviram barulhos de motos em alta velocidade. Momentos depois, uma moto passou pela guarnição e aumentou a velocidade, enquanto uma outra fez uma manobra de retorno e seguiu em direção ao bairro Kennedy.

O soldado Belizar, que já estava em cima da própria moto, partiu na perseguição da primeira moto suspeita. Os outros dois ainda não estavam embarcados nas motos próprias, o que causou um atraso de alguns segundos no acompanhamento.

O militar, que não foi identificado, relatou que logo em seguida viu o soldado caído no chão após o acidente.

Cerveja

Aos militares, o motorista da Strada admitiu ter bebido uma lata de cerveja durante o dia. A informação foi confirmada pela esposa dele, que também estava no carro no momento do acidente. Apesar da pouca quantidade ingerida, o homem se recusou a passar pelo teste do bafômetro.

A perícia da Polícia Civil fez os trabalhos de praxe na cena e o corpo do militar foi removido pelo rabecão. O motorista recebeu uma multa de trânsito e foi encaminhado preso à Delegacia da PC em Santa Luzia. Equipes da Polícia Militar seguiram em busca dos motociclistas suspeitos, mas, até o fechamento da ocorrência, nenhuma pessoa foi encontrada.

Luto

O 35° BPM publicou uma nota de pesar nas redes sociais. “Hoje, nossas vozes se unem em um só tom: o silêncio do luto pelo falecimento do Soldado Belizar. Sua ausência deixa um vazio entre familiares, amigos e irmãos de farda, mas sua coragem e dedicação permanecerão como exemplo”, diz trecho da homenagem.

“Que o Eterno confirme os corações enlutados. Descanse em paz, guerreiro”, finaliza a mensagem. Não há informações sobre velório e enterro.

Família

Ezequiel Belizar, pai do soldado, contou emocionado que o filho havia ingressado na Polícia Militar há cerca de três a quatro anos e era absolutamente apaixonado pela profissão. “Vibrava demais com o trabalho”, disse o pai, que também é policial militar, já na reserva.

Ezequiel revela que, por experiência, costumava aconselhar o filho a ser mais racional no exercício da função. “Eu dizia: ‘menos coração, mais razão’. Mas ele era assim, inteiro no que fazia”, recorda.

Quem recebeu a notícia da morte foi o próprio pai. Ele tentou preservar a mãe do soldado, temendo uma reação mais grave. “Disse que ele tinha sofrido um acidente, que eu ia pedir ao comandante pra tirar ele da moto. Mesmo assim, quando soube da verdade, ela passou mal e precisou ser levada ao hospital, onde foi medicada”, relatou.

Thiago deixa dois filhos pequenos – um de seis anos, que está prestes a completar sete, e um bebê de quase dois anos. A esposa está grávida do terceiro filho, com aproximadamente seis meses de gestação.

Com informações:  Estado de Minas.

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