MG ANALISA FIM DO PROGRAMA ESCOLAS CÍVICO-MILITARES: ESCOLAS DE BARBACENA E SJDR PODERÃO SER AFETADAS
Governo federal decidiu pelo encerramento do programa após pedido de deputados de Minas Gerais.
O governo de Minas Gerais vai analisar a decisão do governo federal que encerrou o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim). A Secretaria de Estado de Educação (SEE) disse, em nota que as áreas responsáveis estão “estudando as orientações para as devidas providências e encaminhamentos”.
Criado em 2019 durante o governo Bolsonaro (PL), o programa permitia que escolas públicas aderissem ao modelo cívico-militar. O formato propunha que educadores civis seriam os responsáveis pela parte pedagógica, enquanto militares cuidariam da gestão administrativa.
-Dentro da sala de aula, as escolas têm autonomia no projeto pedagógico. As aulas são dadas pelos professores da rede pública, que são servidores civis.
-Fora da sala de aula, militares da reserva atuam como monitores, disciplinando o comportamento dos alunos. Eles não têm permissão para interferir no que é trabalhado em aula ou ministrar materiais próprios.
Adesão em Minas
Em Minas Gerais, 17 escolas que aderiram ao programa serão afetadas pela decisão da União. Destas, nove são estaduais e oito municipais. Duas delas, localizadas em Santos Dumont, Zona da Mata, e em Montes Claros, no Norte de Minas, ainda não estavam definidas e não haviam iniciado o processo. Em Belo Horizonte, duas unidades serão afetadas.
Na região do Campo das Vertentes, a Escola Municipal Embaixador Martim Francisco, localizada em Barbacena, e a Escola Estadual Cônego Osvaldo Lustosa, em São João del Rei, serão afetadas caso o governador Romeu Zema opte pelo encerramento do programa no estado.
Fonte: G1 MG/foto (arquivo): Januário Basílio.
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