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Produtores de Queijo de Ibertioga se destacam no 3º Mundial do Queijo do Brasil, realizado em São Paulo

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Produtores de Queijo de Ibertioga se destacam no 3º Mundial do Queijo do Brasil, realizado em São Paulo

Proprietários da Fazenda Saudade, em Ibertioga, no Campo das Vertentes, conquistaram premiação com medalha de ouro no 3º Mundial do Queijo do Brasil, realizado no último final de semana, em São Paulo. Os produtores mineiros concorreram com cerca de 1,9 mil produtos e cada um recebeu notas individuais de 300 jurados, e contou com a participação de 14 países.

Pelos menos 35 produtores atendidos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) receberam medalhas no 3º Mundial do Queijo do Brasil.

Uma das atrações do evento foi o Concurso de Queijos e Produtos Lácteos, que neste ano contou com aproximadamente 1,9 mil itens participantes, de 14 países. Foram premiados queijos, iogurtes, doces de leite e coalhadas. Os queijos dos produtores atendidos pela Emater-MG receberam medalhas nas categorias Super Ouro (três queijos), Ouro (nove queijos), Prata (10 queijos) e Bronze (13 queijos).

A seleção dos melhores queijos foi feita por 300 jurados. No total, 598 medalhas foram distribuídas. Os produtos foram pontuados após avaliação de itens como aroma, sabor, consistência e aparência. Os premiados com a categoria Bronze receberam entre 70 e 80 pontos. Na premiação Prata, ficaram os produtos que obtiveram entre 81 e 90 pontos. Em seguida, com 91 a 98 pontos, os produtores vencedores da medalha Ouro. Já os ganhadores da categoria Super Ouro, tiveram 99 e 100 pontos.

“O concurso mundial é muito importante. Os mineiros conquistando essas premiações, num concurso com 14 países, conseguem uma valorização muito grande e divulgam o produto de Minas”, explica Maria Edinice Rodrigues, coordenadora estadual de queijos artesanais da Emater-MG.

Ela afirma que o patamar atingido pelos produtores do estado é resultado de um trabalho que começou com o reconhecimento da importância dos produtos artesanais do meio rural. “A Emater é pioneira, com o Governo de Minas Gerais, na publicação de uma lei que regulamenta os produtos artesanais. Trabalhamos ao longo dos últimos anos para os agricultores melhorarem a qualidade dos produtos. Desde a parte de melhoramento genético e qualidade do rebanho, até a parte de boas práticas dentro da queijaria, para oferecer seguro para o consumidor”, diz.

Dinamarca e Minas

Um dos mineiros premiados no concurso foi o Laticínio Seritinga, localizado no município de mesmo nome, na Serra da Mantiqueira. O produtor Aurelio Vilela Arantes teve três queijos entre os medalhistas do evento. O destaque foi o Queijo Terroir da Seritinga, que recebeu a medalha Super Ouro.

A produção do Terroir da Seritinga une a tradição das técnicas trazidas por dinamarqueses, que chegaram à região em 1940, com as condições de clima, solo e vegetação da Serra da Mantiqueira. Além do queijo premiado como Super Ouro, o laticínio também investe na produção de queijos tipo Gouda e Emmental, nos queijos Minas Padrão, Meia Cura e Coalho. Muitos também já receberam premiações em outros concursos.

A produção é vendida para diversas partes do país. O laticínio processa 15 mil litros de leite por dia. Aurelio Arantes destaca o trabalho que a Emater-MG desenvolve junto aos produtores de queijo do estado.

“A Emater tem um trabalho ímpar em todo direcionamento da produção. Dando assistência desde o processo de alimentação do gado até a comercialização dos produtos. Se faz indispensável, principalmente aos pequenos produtores, pois conseguem uma assistência bastante especializada e sem custos”, afirma.

 

Ibertioga (MG): Casal de ouro

De Ibertioga, no Campo das Vertentes, o queijo Lasquinha também foi premiado, com a medalha Ouro. Ele é um queijo Minas Artesanal, produzido na Fazenda da Saudade, em Ibertioga. Os responsáveis pela produção são o casal Tereza Rodrigues e Mateus Brandão. Ela, uma jornalista, e ele, publicitário.

Tereza Rodrigues conta que a produção de queijo começou em 2018, após deixarem a vida corrida que tinham em Brasília e se mudarem para a fazenda da família. Para chegar ao estágio atual de qualidade, foram vários cursos, visitas a outras queijarias e experimentações. Ela afirma que a assistência da Emater-MG foi fundamental neste processo.

“Desde quando começamos com a ideia do queijo, a Emater organizou visitas a outras queijarias pra gente ir conhecendo, ajudou a definir o local e a planta da nossa queijaria e até na compra dos equipamentos. Também indicou cursos. Ajudou muito mesmo”, lembra.

Hoje o casal processa 150 litros de leite diariamente para fazer o queijo em dois tamanhos, de 650 e 250 gramas. As vendas são feitas em Tiradentes, São João del-Rei, Belo Horizonte, Barbacena e Cataguases. Como a queijaria também possui o selo Sisbi, que permite a comercialização para todo o país, também vendem em São Paulo, Rio de Janeiro e para consumidores de outros estados que fazem os pedidos pela internet.

Com a premiação no 3º Mundial do Queijo do Brasil, eles vislumbram um novo horizonte. “Essa medalha de ouro vai melhorar muito a nossa visibilidade, porque muitos clientes buscam por queijos premiados. É a porta de entrada para novas parcerias”, comemora Tereza Rodrigues.

O 3º Mundial do Queijo do Brasil foi promovido pela SerTãoBras, associação de produtores de queijos artesanais criada há 16 anos e que reúne mais de 250 associados do Brasil. O evento contou com a parceria com a Guilde Internationale des Fromagers, uma das maiores associações de queijeiros do mundo.

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Fonte: Agência Minas/foto (reprodução): Fazenda Saudade.

 

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