18 de julho a 1º de agosto de 2026 | Prados, Tiradentes, Dores de Campos e Coronel Xavier Chaves (MG)
O centenário dos maestros Adhemar Campos Filho e Olivier Toni guia a programação que celebra a união entre tradições musicais mineiras e a experimentação moderna; programação gratuita será realizada entre 18/07 e 01/08
O Festival de Prados chega à sua 47ª edição celebrando um marco histórico: o centenário de nascimento dos seus fundadores, os maestros Adhemar Campos Filho e Olivier Toni. Ao homenageá-los, o festival exalta a sua vocação, e também a de seus mestres – tornar a música de concerto acessível, próxima às pessoas, quebrando a lógica elitista que envolve as composições clássicas.
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Ao longo de 15 dias de programação gratuita (entre 18 de julho e 1º de agosto), praças, coretos, igrejas e auditórios de Prados e região serão palco de concertos, recitais, aulas de música e de muitos encontros entre os 35 músicos convidados e os moradores da região. Toda a programação, incluindo concertos e oficinas musicais, é gratuita e aberta a adultos e crianças (veja abaixo a programação completa).
“O Festival de Prados é mais que uma série de apresentações musicais, é um ambiente de intercâmbio artístico, ensino e desenvolvimento cultural que aproxima músicos, estudantes e comunidade”, ressalta o diretor artístico do festival, o músico José Calixto Cohon.
Segundo ele, homenagear o centenário de nascimento de Adhemar Campos Filho e Olivier Toni é reconhecer a contribuição de dois artistas fundamentais para a cultura brasileira e para a construção da identidade do Festival de Música de Prados – um modelo singular de festival, no qual tradição e inovação convivem de forma harmoniosa.
“Eles criaram um evento anual que permanece vivo há quase cinco décadas e, ainda, idealizaram um projeto de formação, preservação e difusão musical que transformou a cidade de Prados em um importante polo de produção cultural. Ao reunir o patrimônio musical mineiro, a música de concerto, a criação contemporânea e a formação de novos músicos, eles estabeleceram bases que atravessam o tempo”, destaca o diretor artístico.
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Programação une barroco a obras modernas
Concebida como uma homenagem ao legado artístico de seus fundadores, a programação contará com obras de Campos Filho e Toni em diferentes formações musicais. “Eles mantinham um profundo compromisso com a composição e as poéticas da invenção musical. Por isso, o festival apresentará repertórios que criam diálogos e contrastes, do barroco mineiro às obras modernas dos dois homenageados; ou o encontro inusitado entre canções antigas e grandes compositores do século XX. Desta forma, honraremos os sonhos fundadores do festival: a pesquisa histórica, a invenção artística e a formação de músicos e público através dos clássicos de todos os tempos e da música contemporânea.”
Entre as composições de Adhemar Campos Filho, destacam-se a execução de Cena Indígena, para orquestra e voz solista, além de composições camerísticas e experimentais para quinteto de sopros e orquestra. De Olivier Toni, serão apresentadas obras como Som sem Sim, para orquestra, além de peças destinadas a formações menores e solistas. Elas serão executadas pelos músicos e orquestras do festival e da Lira Ceciliana, em conjunto com o coro do festival, que é um dos cursos do evento aberto à participação do público.
A influência dos dois mestres também se manifesta na concepção artística da programação. De acordo com José Calixto Cohon, o repertório dialoga com áreas de pesquisa e atuação que marcaram suas trajetórias, abrangendo desde a música antiga e o barroco mineiro e europeu até a produção musical dos séculos XX e XXI.
André Bachur, Michelle Agnes e Quarteto Calêndula entre os destaques
Os concertos sinfônicos realizados nos dois sábados do festival, sob a regência de André Bachur, representam alguns dos momentos centrais da programação. Neles, o público poderá ouvir obras de Olivier Toni, Adhemar Campos Filho, Antonio Vivaldi e Shostakovich.
No encerramento, é de grande destaque o momento de união da orquestra do 47º Festival, a Orquestra da Lira Ceciliana e Coro do 47º Festival que vai realizar a obra Sinfonia Botânica de Michelle Agnes, compositora brasileira radicada na França, que estará presente no festival para recriação de sua obra no contexto pradense, reafirmando o compromisso musical do festival com a música nova.
Os concertos de música de câmara, realizados às quintas-feiras, constituem outro ponto alto da programação, oferecendo ao público uma ampla diversidade de repertórios, formações instrumentais e experiências sonoras. Cabe destacar a presença do Duo Giardini, composto por Luiz Amato (Violino) e Adriana Holtz (Cello). Também é destaque desta edição a participação do quarteto vocal Calêndula, especializado em repertório antigo.
Também merece destaque a parceria com o Festival Cultural de Prados, na primeira sexta-feira do evento, reunindo o Grupo de Música Popular do Festival e artistas convidados, como Mauro Dell’Isola e Raïssa Anastásia, em uma apresentação que amplia o diálogo entre diferentes linguagens musicais.
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Tradição e oportunidade de aprendizado
A relação entre o Festival de Prados e a comunidade da região é um dos pilares que sustentam sua existência desde 1977. O evento nasceu a partir do encontro entre a tradição musical local e a contribuição de músicos, professores e estudantes vindos de diferentes regiões do país, especialmente de São Paulo. “Essa troca gerou benefícios mútuos. O festival amplia as oportunidades de acesso à formação musical e à programação artística de qualidade, enquanto a comunidade oferece um ambiente singular de acolhimento. Os concertos gratuitos costumam reunir público expressivo e contam com frequentadores que acompanham o festival há gerações.”
Para Priscila Freitas, gerente de Marketing e Comunicação da Marluvas, patrocinadora do festival, a cultura tem um poder transformador de conectar pessoas, preservar tradições e inspirar novas gerações. “Por isso, temos orgulho de contribuir para a realização de um evento que fortalece a identidade cultural de Prados e amplia oportunidades de aprendizado e desenvolvimento para crianças e jovens. Mais uma vez, reafirmamos nosso compromisso com iniciativas que geram valor para a comunidade e deixam um legado positivo para o futuro. Fazer parte desta história é uma honra e uma inspiração para todos nós.”
A dimensão pedagógica do Festival é também um ponto alto e ela sempre esteve no centro do projeto concebido por Adhemar Campos Filho e Olivier Toni. Desde a primeira edição, o objetivo não era apenas promover apresentações artísticas, mas criar oportunidades de aprendizado e formação musical. “Todos os anos, mais de uma centena de alunos participa de atividades voltadas a diferentes instrumentos e práticas musicais, acompanhados por professores especializados. Ao final do processo, os estudantes têm a oportunidade de compartilhar o resultado de seu aprendizado em apresentações públicas.”
Entre as atividades pedagógicas desta edição, merece destaque a oficina de Teatro Musical, que reúne cerca de 40 crianças em um processo de musicalização que integra canto coral, expressão cênica, criatividade e trabalho coletivo. “A atividade de formação estimula habilidades musicais, a imaginação, a sensibilidade e a convivência em grupo. O resultado desse trabalho poderá ser acompanhado pelo público em uma apresentação especial no segundo sábado do festival, às 16h.”
Além do Teatro Musical, o festival oferece cursos e oficinas gratuitas em diversas áreas instrumentais e práticas de conjunto, como violino, violoncelo, flauta, piano, percussão, violão, sanfona, entre outros, reafirmando seu compromisso histórico com a formação de novos músicos e com a democratização do acesso à educação musical.
PROGRAMAÇÃO 47º FESTIVAL DE MÚSICA DE PRADOS
Sábado 18/07 – Igreja Matriz N. Sra. da Conceição
20h30 – Concerto de Abertura do Festival com a Orquestra e Coral da Lira Ceciliana
Terça 21/07 – Casa da Música Lira Ceciliana
20h Recital Comentado com grupo da UFSJ
Quarta 22/07 – Casa da Música Lira Ceciliana
20h – Palestra sobre o centenário de Adhemar e Toni com a Prof. Dra. Flavia Camargo Toni, do IEB-USP
Quinta Feira 23/07 – Lira Ceciliana
20h – Recital de Música de Câmara com os músicos do Festival
Sexta 24/07 – Praça Dr. Viviano Caldas
18h – Integração com o Festival Cultural – Música na Praça com Raïssa Anastásia, Mauro Dell’Isola e o Grupo Popular do Festival
Sábado 25/07 – Lira Ceciliana e Igreja Matriz N. Sra. da Conceição
16h Apresentação do Coral na Lira Ceciliana
20h30 – Concerto da Orquestra do Festival na Igreja Matriz de Prados
Domingo 26/07 – Praça Dr. Viviano caldas
11h Retreta da banda da Lira Ceciliana
Segunda Feira 27/07 – Capela de N. Sra do Rosário de Cel. Xavier Chaves
20h30 – Concerto de Música de Câmara
Terça Feira 28/07 – Igreja Matriz de Dores de Campos
20h30 – Apresentação da Orquestra na Igreja Matriz de Dores de Campos
Quarta Feira 29/07 Igreja Matriz de Santo Antonio em Tiradentes
20h30 – Apresentação da Orquestra do Festival
Quinta Feira – 30/07 – Lira Ceciliana
20h30 – Apresentação Música de Câmara
Sexta Feira 31/08 – Lira Ceciliana
20h – Apresentação do Alunos do Festival
Sábado 01/08 – Igreja Matriz N. Sra. da Conceição
16h Apresentação Teatro Musical na Sede do Gato Preto
20h30 Concerto de Encerramento – Orquestra do Festival + Orquestra da Lira – Coro do Festival

Com informações: Mira Comunicação/fotos: Léo Carvalho e Ale Fonseca.
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