Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (03/11), em Barbacena, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu que o motorista de aplicativo Júlio César Andrade Silvério, de 25 anos, morreu vítima de latrocínio, roubo seguido de morte.
Após investigações que correu em segredo de justiça, duas mulheres e um homem foram presos pela Polícia Civil suspeitos de envolvimento no crime. As prisões aconteceram na última sexta-feira (31/10), após expedição de mandados de prisão e de busca e apreensão autorizado pelo Poder Judiciário da Comarca de Barbacena.
Júlio César Andrade Silvério foi dado como desaparecido no decorrer da madrugada do domingo (12/10), quando realizava corridas por aplicativo em Barbacena, após os familiares terem perdido contato telefônico com ele e o parelho ter sido desligado.
Após imenso apelo nas redes sociais pedido apoio da população para ajudar a localizar o paradeiro de Júlio César, ainda no decorrer do domingo (12/10), por volta das 16h, o veículo conduzido pelo jovem foi localizado por familiares estacionado em um condomínio residencial no bairro Grogotó, o que deixou a família ainda mais apreensiva.
No dia 14 de outubro, o corpo Júlio Cesar foi localizado em estado de decomposição em região de difícil acesso na localidade do Cabeça Branca, em Barbacena. O jovem foi sepultado na tarde do dia seguinte (15/10), em cerimônia, sem velório, restrita a familiares.
De acordo com a Polícia Civil, Júlio César trabalhava como pedreiro e resolver investir na profissão de motorista de aplicativo. N noite de sábado (11/10), ele deixou sua residência, por volta de 22h, para cumprir seu primeiro dia como motorista de aplicativo realizando corridas aproveitando o grande fluxo de pessoas que se deslocavam ao Parque de Exposições em decorrência da Festa das Rosas e Flores de Barbacena. Após fazer várias corridas, tanto pelo aplicativo, bem como outras corridas particulares, familiares perderam contato telefone com ele entre 04h e 05h da madrugado do domingo (12/10).
No decorrer do domingo (12/10), familiares estranharam Júlio César não ter retornado para a casa, uma vez que não era de seu costume se ausentar por longo período sem informar a família. Diante da situação, a família registrou um boletim de ocorrência e, iniciou buscas pelo paradeiro dele. Na tarde do domingo (12/10), por volta de 16h, o veículo de Júlio Cesar foi localizado estacionado em um condomínio residencial no bairro Grogotó, sem o motorista e demais pertences pessoais de Júlio César, e apresentava manchas de sangue em um dos bancos.
O corpo de Júlio Cesar foi localizado em local de difícil acesso na localidade do Cabeça Branca, em Barbacena, em estado avançado de decomposição apresentando várias perfurações causadas por arma branca. A identificação foi possível por familiares identificar a aliança com o nome da esposa dele junto ao corpo. O corpo do motorista por aplicativo foi sepultado na tarde do dia 15 de outubro, em cerimônia restrita aos familiares e sem velório, no Cemitério Parque Repouso da Saudade em Barbacena.
Perícias realizadas no corpo de Júlio Cesar apontaram várias lesões causadas por instrumento corto-contuso. Em virtude do avançado estado de decomposição que o corpo foi encontrado, impossibilitou a Polícia Civil afirmar se houve tortura durante o crime.
De acordo com o apurado pela Polícia Civil, após o cometimento do crime, os suspeitos se hospedaram em um hotel em Barbacena, e posteriormente deixaram a cidade e foram para cidades Búzio e Arraial do Cabo no litorânea do Estado do Rio de Janeiro. Além disso, o trio utilizou o cartão da vítima para realizar várias compras.
À Polícia Civil, homem disse que teve um outro rapaz estaria envolvido no crime, o qual teria chamado ele para cometer o crime e que ficou no local aguardo eles chegarem com o Júlio César, e que teria sido ele quem matou a vítima. Já sua companheira disse que apenas o dois estavam envolvidos na ação, sendo eles quem pegaram a corrida, e que em determinado momento, quando próximo do local do crime, seu companheiro anunciou o roubo, e que ele teria retirado o motorista do carro e após este fato ela não teria visto o que ele fez. A outra mulher detida negou sua participação no crime e que não teria conhecimento dos fatos.
A Polícia Civil informou que, de acordo com as investigações, a terceira mulher de fato não esteve presente na cena do crime.
Os três suspeitos foram encaminhados ao Sistema Prisional, onde permanecem à disposição da justiça.

Com informações: Por Redação.
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