Rede municipal retoma atividades em 83 unidades nesta segunda (9/3)
Alunos da rede municipal e estadual de ensino de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, retornam às aulas nesta segunda-feira (9/3) após o calendário ser interrompido devido aos impactos do temporal que atingiu o município no dia 23 de fevereiro e deixou 65 mortos. Unidades que foram utilizadas como abrigo temporário para os desabrigados voltam às aulas na quarta-feira (11/3).
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Segundo o Executivo, na rede municipal, das 107 unidades escolares da rede (escolas, Centro Supletivo Custódio Furtado – CESU, Cursos Populares para Concursos e quatro Centros de Atendimento Educacional Especializados), 83 retomam as atividades em plenas condições de funcionamento, garantindo o atendimento de 22.479 estudantes.
As creches, instituições parceiras do município, também terão os atendimentos normalizados em 45 das 50 instituições, o que representa 5.850 bebês e crianças pequenas atendidos. A rede municipal de ensino conta, ainda, com 12 escolas que atualmente funcionam como abrigos para famílias afetadas pelas chuvas (lista ao final) e precisam de limpeza, arrumação ou pequenas correções para garantir o retorno seguro de toda a comunidade escolar. Essas unidades retomarão as atividades escolares ao longo da próxima semana, tão logo todos os abrigados sejam encaminhados.
Outras 12 unidades escolares e quatro creches continuam fechadas. Entre elas está a Escola Municipal Lions Centro, no bairro Graminha, que aguarda o pleno restabelecimento do acesso ao bairro para que a retomada das aulas seja definida. Já a Escola Municipal Antônio Faustino da Silva, no bairro Três Moinhos, segue com o funcionamento suspenso por estar localizada em uma área de risco.
Em nota, a Secretaria de Educação afirmou que segue monitorando a situação de cada unidade escolar e trabalhando para que, assim que houver condições seguras, todas e todos os estudantes retomem suas atividades escolares.
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Atendimento psicossocial
Na Escola Municipal Paulo Rogério, no bairro Monte Castelo — uma das unidades que foram utilizadas como abrigo para famílias atingidas pelo temporal —, a equipe também se prepara para receber os alunos com atenção especial ao impacto emocional causado pela tragédia. A diretora da unidade, Tatiane do Carmo Fernandes, explica que a escola atende cerca de 280 crianças da educação infantil, com idades entre 4 e 6 anos, distribuídas entre os turnos da manhã e da tarde, e que parte das famílias da comunidade escolar foi diretamente afetada.
“A gente tem famílias que estão conosco aqui, de alunos nossos, e vão chegar outros também que perderam as coisas deles ou que ficaram com medo depois dessa catástrofe”, afirma.
Para orientar os profissionais nesse retorno, a Secretaria de Educação ofereceu uma formação voltada ao acolhimento das crianças e das famílias. “Foi oferecida pela Secretaria de Educação uma live da ForSUS, da saúde, que explicou como a gente deve atender essas crianças e essas famílias nesse retorno”, explica.
Segundo Tatiane, o trabalho da escola será baseado principalmente em diálogo, escuta e acolhimento. Caso seja identificada a necessidade de apoio especializado, os estudantes poderão ser encaminhados para atendimento pela rede municipal de saúde.
“Resumindo, é através do diálogo, da compreensão, do carinho e do acolhimento diante das angústias. E, caso a gente perceba que tem alguma coisa que foge disso, que precisa de um profissional, a prefeitura vai estar pronta para receber essas crianças que precisarem de psicólogo ou de um serviço de saúde mais específico”, garante.

Com informações: O Tempo.
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