Últimos dias para participar de um dos mais tradicionais festivais de música de concerto do Brasil; edição 2026 celebra o centenário de nascimento dos seus fundadores, os maestros Adhemar Campos Filho e Olivier Toni.
Há 47 anos, as igrejas, casarões históricos e praças da pequena Prados, no Campo das Vertentes, sediam um dos mais tradicionais eventos dedicados à música de concerto do país: o Festival de Música de Prados. Até este sábado (1º de agosto), a cidade será palco de concertos, recitais, aulas de música e de muitos encontros entre os 35 músicos convidados e os moradores da região.
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Toda a programação, incluindo concertos e oficinas musicais, é gratuita e aberta a adultos e crianças (veja abaixo a programação completa). Paralelo ao evento musical, a cidade também sedia o 4º Festival Cultural e Gastronômico de Prados, com feiras de comidas típicas e artesanato de produtores da região do Campo das Vertentes.
“O Festival de Prados é mais que uma série de apresentações musicais, é um ambiente de intercâmbio artístico, ensino e desenvolvimento cultural que aproxima músicos, estudantes e comunidade”, ressalta o diretor artístico do festival, o músico José Calixto Cohon.
Segundo ele, homenagear o centenário de nascimento de Adhemar Campos Filho e Olivier Toni é reconhecer a contribuição de dois artistas fundamentais para a cultura brasileira e para a construção da identidade do Festival de Música de Prados – um modelo singular de festival, no qual tradição e inovação convivem de forma harmoniosa.
“Eles criaram um evento anual que permanece vivo há quase cinco décadas e, ainda, idealizaram um projeto de formação, preservação e difusão musical que transformou a cidade de Prados em um importante polo de produção cultural. Ao reunir o patrimônio musical mineiro, a música de concerto, a criação contemporânea e a formação de novos músicos, eles estabeleceram bases que atravessam o tempo”, destaca o diretor artístico.
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Programação une barroco a obras modernas
Concebida como uma homenagem ao legado artístico de seus fundadores, a programação contará com obras de Campos Filho e Toni em diferentes formações musicais. “Eles mantinham um profundo compromisso com a composição e as poéticas da invenção musical. Por isso, o festival apresentará repertórios que criam diálogos e contrastes, do barroco mineiro às obras modernas dos dois homenageados; ou o encontro inusitado entre canções antigas e grandes compositores do século XX. Desta forma, honraremos os sonhos fundadores do festival: a pesquisa histórica, a invenção artística e a formação de músicos e público através dos clássicos de todos os tempos e da música contemporânea.”
Entre as composições de Adhemar Campos Filho, destacam-se a execução de Cena Indígena, para orquestra e voz solista, além de composições camerísticas e experimentais para quinteto de sopros e orquestra. De Olivier Toni, serão apresentadas obras como Som sem Sim, para orquestra, além de peças destinadas a formações menores e solistas. Elas serão executadas pelos músicos e orquestras do festival e da Lira Ceciliana, em conjunto com o coro do festival, que é um dos cursos do evento aberto à participação do público.
A influência dos dois mestres também se manifesta na concepção artística da programação. De acordo com José Calixto Cohon, o repertório dialoga com áreas de pesquisa e atuação que marcaram suas trajetórias, abrangendo desde a música antiga e o barroco mineiro e europeu até a produção musical dos séculos XX e XXI.
Programação:
Quarta Feira 29/07 – Igreja Matriz de Santo Antonio em Tiradentes
20h30 – Apresentação da Orquestra do Festival
Quinta Feira – 30/07 – Lira Ceciliana
20h30 – Apresentação Música de Câmara
Sexta Feira 31/08 – Lira Ceciliana
20h – Apresentação do Alunos do Festival
Sábado 01/08 – Igreja Matriz N. Sra. da Conceição
16h Apresentação Teatro Musical na Sede do Gato Preto
20h30 Concerto de Encerramento – Orquestra do Festival + Orquestra da Lira – Coro do Festival

Com informações: Pollyanna Alcântara/foto: Léo Carvalho.
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