Festival promove agroecologia, florestas e turismo em Tiradentes, no Campo das Vertentes

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De 13 a 15 de agosto, o distrito de Caixa d’Água será palco do evento, reunindo especialistas em palestras, oficinas e atividades culturais

Há uma nova forma de viajar que cresce lentamente em diferentes regiões do Brasil. Em vez de buscar paisagens exuberantes, cada vez mais os viajantes querem entender de onde vêm os alimentos, conhecer quem os produz, caminhar por sistemas agroflorestais, colher frutas direto do pé, participar da fabricação de queijos, cafés, mel, vinhos e vivenciar o modo de vida rural. O nome que deu-se a isso é turismo de experiência. É nesse cenário que agroecologia, florestas e turismo passam a caminhar juntos.

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Pensando em agregar todo esse conhecimento em só um evento, o casal Fabrício Kistemann e Maria Isabel Fernandes realizaram no ano passado o projeto piloto do Festival Florestal, reunindo órgãos como Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), e profissionais que trabalham direta e indiretamente com o meio ambiente e a agroecologia.

Neste ano, primeira edição oficial do evento acontece de 13 a 15 de agosto, na Pousada João Mineiro, no distrito de Caixa d’Água da Boa Esperança, conhecido apenas como Caixa d’Água, a 9 km do centro histórico de Tiradentes. Além de palestras com especialistas e rodas de conversas, o evento terá aplicação de reiki, feira de produtores, oficina infantil e as exposições “Caixa d’Água da Esperança – Esculturas Botânicas em Baixo-relevo”, de Maria Isabel Fernandes, e “Pássaros e Registros da Caixa d’Água da Esperança”, de Marcos Rocha e Sylvia Muller.

Entre os temas abordados nas palestras estão manejo florestal, identificação de espécies arbóreas, compostagem, montagem de hortas supensas, manejo de árvores de grande porte, solos e meio ambiente, impacto das mudanças climáticas, espacialidade e adequação na arquitetura rural, sustentabilidade dos biomas mineiros, produção de geotintas para paredes, transformação de pastagem degradada em agrofloresta biodiversa, meio ambiente e mobilização de recursos e montagem fossa séptica biodigestora, entre outros.

No relatório que produziram do primeiro evento, o casal destaca que o Festival Florestal busca promover a educação ambiental, incentivar práticas de agricultura sustentável e regenerativa, valorizar saberes ancestrais e inovação tecnológica, fortalecer as redes locais e a economia de base comunitária. Para Kistemann, o evento abre um campo nunca explorado em Tiradentes, o meio ambiente, lembrando que a cidade histórica está inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra de São José.

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“Queremos aliar o meio ambiente e o potencial turístico da cidade para fomentar essa discussão entre os próprios moradores”, destaca. Boa parte do público que participou da edição piloto foi formada por membros da comunidade, professores, estudantes e pesquisadores da Universidade Federal de São João del-Rei (UFRSJ), entusiastas de meio ambiente e produtores rurais da região. Curiosamente o perfil dos participantes era majoritariamente feminino.

Com informações: Divulgação.

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