Nessa quarta-feira (16/07), o Dia do Veterano foi celebrado. A contribuição desses militares é essencial à Escola Preparatória de Cadetes do Ar
O dia 16 de julho celebra, anualmente, os Veteranos da Força Aérea Brasileira (FAB), militares que dedicaram a maior parte de suas vidas ao serviço da pátria. Na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), sediada em Barbacena (MG), a data ganha um significado especial, pois muitos veteranos foram e continuam a ser exemplos para os alunos.
Ao celebrar a tradição da data comemorada na quarta-feira (16/07), apresentamos um pouco das histórias de três Veteranos que passaram pela “Nascente do Poder Aéreo”. Eles ajudam a manter vivos os valores militares de disciplina, comprometimento e lealdade, inspirando os futuros Cadetes do Ar.
▶️ Clique AQUI e receba notícias de Barbacena, Lafaiete, São João del-Rei e região, direto no seu celular!
CORONEL SEGADÃES: UMA JORNADA NOS CÉUS
O Coronel Aviador Sérgio Roberto Segadães, Aluno veterano da Turma de 1960 da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), é um dos militares lembrados na história do Corpo de Alunos (CA). “Eu me tornei Aspirante em 1965, fiz o curso de piloto de caça e pouco depois pedi para servir na EPCAR, onde fiquei por quatro anos e quatro meses. Quem estuda e serve aqui nunca perde a memória das formaturas e dos diversos esportes”, diz.
Em três décadas como piloto da Força Aérea Brasileira (FAB), o Coronel acumulou mais de 7.300 horas de voo na aviação militar. Mas a sua maior satisfação não foram essas inúmeras horas, e sim o fato de nunca ter vivenciado nenhuma situação de risco nos céus. “Eu voei mais 24 anos na aviação civil quando saí da FAB. Em 50 anos pilotando, eu nunca tive nenhum acidente, nem perto de passar perigo”, explica.
Para o Coronel, o aprendizado na EPCAR é fundamental aos futuros pilotos, pois é onde eles aprendem a importância da disciplina e da hierarquia. “Uma das coisas que me fizeram querer ser militar foi ver um colega, que era meu amigo lá no Rio de Janeiro, com a farda da EPCAR. É tão interessante que em comemorações, como Encontros de Turma, a maioria que vem à Escola é civil. Eles não seguiram a carreira militar, mas a marca da EPCAR fica para sempre”, avalia.
CAPITÃO GARCIA CARREGA O “ESPÍRITO DA NASCENTE”
O Capitão Especialista em Guarda e Segurança Marcos Garcia de Almeida Silva mantém, todo dia, em um mastro da sua casa no interior de Minas Gerais, um dos atos mais simbólicos nos quartéis do Brasil: o hasteamento da Bandeira Nacional. É uma forma de rememorar o patriotismo, o respeito e a disciplina da trajetória na FAB. Os valores foram conhecidos ainda na infância, pois o seu pai era Soldado da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). “Eu via aquela imagem bonita, eles marchando, manuseando armas, a banda tocando. Meu pai chegava perto de um e dizia, ‘sim, senhor’, de outro, ‘não, senhor’. Eu quis perpetuar o espírito militar”, lembra.
Embora tenha atuado em diversas Organizações Militares, a maior parte da carreira dele foi na EPCAR, onde trabalhou no Corpo de Alunos (CA) e no antigo Batalhão de Infantaria da Aeronáutica (BINFA) – hoje o Grupo de Segurança e Defesa de Barbacena (GSD-BQ). Além disso, integrou a Associação dos Oficiais da EPCAR (COEP), a qual presidiu por dez anos. Ele guarda na memória missões significativas, como a construção de uma área de acampamento para os Alunos. “Em 1982, montamos o primeiro acampamento da EPCAR. Aquilo tudo fizemos com as mãos, na enxada. Nós buscamos as madeiras em Cabangu”, explica.
Os três filhos do Capitão Garcia também seguiram carreira militar, e, até hoje, ele carrega o “espírito da Nascente” consigo. “Eu me sinto importante de ter servido aqui tanto tempo, ter contribuído com tantas turmas. Tem muitos Oficiais-Generais que eu tive o prazer de ensinar o beabá de marchar no período de adaptação, administrar uma instrução em sala de aula, ou na área de acampamento pagar o material de campanha. A coisa mais importante na minha vida eu consegui, que era vir trabalhar na EPCAR, servir no CA e ser Infantaria”, completa.
SUBOFICIAL OLIVEIRA: DÉCADAS DE ORGULHO DA EPCAR
Quando se apresentou pela primeira vez para o Serviço Militar obrigatório, em Barbacena (MG), o Suboficial Sinézio de Oliveira Lopes foi reprovado. A frustração inicial virou determinação. “Eu era raquítico, saí chorando por não poder servir. Mas coloquei na minha cabeça: eu vou mostrar que eu sou capaz”, diz. Com a ajuda de um professor de educação física, Delmo Maria da Silva, conhecido como “Rei”, passou a treinar seu condicionamento físico. A preparação fez com que ele fosse aceito e, em 1964, iniciou sua carreira militar como Soldado da Escola Preparatória.
Os grandes avanços da EPCAR foram acompanhados pelo Suboficial Oliveira, que cita especialmente as mudanças estruturais durante o Comando do Tenente-Brigadeiro do Ar João Camarão Telles Ribeiro, entre 1966 e 1969. “Onde hoje existe a Capela da EPCAR, era a rua da cidade. Não tinha hospital. O Brigadeiro João Camarão fez várias obras, construiu a Vila dos Oficiais, a Vila de Sargentos”, relembra.
O suboficial nunca serviu em outra Organização Militar, foram mais de 40 anos de dedicação à Escola Preparatória, somando o tempo de Soldado, Cabo, Sargento e até Suboficial na modalidade Prestação de Tarefa por Tempo Certo (PTTC). “Eu sempre falo aos pais dos Alunos, tirem uma foto no primeiro dia do Aluno aqui, quando eles se formarem, vocês vão sentir a diferença. Os meninos chegam aqui com 14 anos e saem homens, ao trabalhar com eles nós sentimos que também fazemos parte desse crescimento”, completa.




Com informações: EPCAR.
Leia também:

































