Mateus Simões (PSD) é o chefe do Executivo estadual a partir deste domingo (22). Ele é apontado como possível candidato a governador do estado.
Romeu Zema (Novo) renunciou ao governo de MG e passou o cargo para o então vice-governador, Mateus Simões (PSD), neste domingo (22). A saída do político se deve à pré-campanha para a Presidência da República.
✅ Clique aqui para seguir o canal do Vertentes das Gerais no WhatsApp.
Durante a manhã, Simões foi empossado chefe do Executivo estadual na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Ele é apontado como possível candidato a governador do estado.
“Minas Gerais pode contar com meu tempo, meu trabalho e a minha dedicação integral neste período”, disse em pronunciamento no plenário.
Após a cerimônia de posse na Assembleia, houve uma solenidade no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, para a transferência simbólica do cargo de governador.
📲 Siga o Instagram do Vertentes das Gerais.
Leia na íntegra o discurso do governador Mateus Simões na cerimônia de transmissão do cargo no Palácio da Liberdade
Imaginem o que é para um sujeito lá do Pontal do Triângulo, descendente do Neco e da Painha, chegar até aqui, neste prédio onde morou JK, onde trabalhou Milton Campos, desta varanda discursou Tancredo pela democracia. Caminho longo, viu, governador?
Governador, eu queria começar fazendo um agradecimento pessoal ao senhor. Sete anos atrás, o senhor me confiou a possibilidade de coordenar a atividade dos secretários. E, novamente, há quatro anos, o senhor me fez o convite para que pudesse ser vice-governador, parceiro do senhor na transformação de Minas Gerais e seu sucessor. Muito obrigado, governador. Efetivamente, muito obrigado.
O estado que o governador me entrega é muito diferente daquele que ele recebeu. Eu sou grato porque nós estamos falando de um estado que hoje tem as contas em dia, que tem condição de planejar os seus investimentos, que pode ir mais longe, porque ele fez o mais difícil.
Como o governador gosta de dizer, ele não se preocupou em fazer o fácil ou que fica pronto rápido. Aliás, ele gosta de falar que nós somos bons plantadores de milho e de soja, que se colhe em poucos meses, mas que nós aqui em Minas aprendemos mesmo foi a plantar eucalipto, a plantar mogno, a plantar oliveira, que vai ser cortada daqui a sete, daqui a 15 anos, ou que vai produzir por décadas. Nós estamos diante do maior conjunto de obras já idealizado para o estado de Minas Gerais, mas ele não vai ver a inauguração de várias delas, não como governador.
O metrô, que era um sonho de 30 anos, está sendo construído, mas ele viu duas das estações ficando prontas. Nós vamos continuar inaugurando estações por mais três anos. O Rodoanel está para começar com dinheiro garantido e vai mudar a realidade de Minas Gerais, porque vão ser menos 50 mortes por ano no Anel Rodoviário, e ele não vai ver como o governador essa obra ser entregue.
Dos cinco hospitais regionais, três eu é que vou inaugurar. E o HoPE (Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio) vai ser inaugurado pelo governador que foi eleito neste ano. Ele nunca se incomodou com o fato de que ele não seria capaz de colher o resultado imediato, porque ele sempre soube que era mais importante fazer o certo do que fazer o rápido. Obrigado, governador Romeu Zema, eu devo muito ao senhor.
Pré-campanha à Presidência
Zema anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Novo em agosto de 2025.
Na semana passada, ele disse que pretende ir até o fim da campanha como cabeça de chapa e negou que exista qualquer articulação para uma eventual aliança com o senador Flávio Bolsonaro (PL) ou com partidos da direita tradicional.




Com informações: G1 Minas Gerais/foto: Agência Minas.
Leia também:

































