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Projeto vai revitalizar estação ferroviária no município de Antônio Carlos

Prefeitura Municipal abre processo de licitação para o telhado; locomotiva está sendo revitalizada e projeto inclui museu

Desde a década de 80 do século passado que a velha Maria Fumaça está estacionada no centro da cidade de Antônio Carlos. Por sua vez, a secular Estação Ferroviária, ao seu lado, em estado de abandono, é testemunha de um passado glorioso que a modernidade não soube respeitar como deveria. Entre as duas, está o Marco Zero da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), que teve seus trilhos arrancados no Campo das Vertentes. Assim, se os trilhos da antiga Central do Brasil fazem os trens de carga passarem velozes zombando deste período perdido no tempo, a memória e a identidade da comunidade antoniocarlense ainda cultivam a bitola estreita, o apito, o passeio do fim de semana, o folclórico café-com-pão-bolacha-não”, a fumaça da velha Maria a desenhar figuras no céu da cidade.

Mas este abandono que por décadas entristeceu o centro de Antônio Carlos está com os dias contados. A prefeitura municipal abriu um processo de licitação para a recuperação do telhado da estação, um dos imóveis mais importantes e resquício de um estilo arquitetônico que não se constrói mais. O projeto está no site da administração municipal e as propostas dos interessados serão abertas no dia primeiro de março. “A recuperação deste imóvel representa a valorização da memória e da identidade de uma comunidade marcada em brasa pela ferrovia. E o mais importante é que o espaço recuperado será utilizado para atividades do Centro Cultural de Antônio Carlos”, disse o arquiteto Sérgio Cardoso Ayres, idealizador do projeto de revitalização.

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Restauração da locomotiva da EFOM/foto: Sérgio Ayres.

Até mesmo a locomotiva e o vagão da Maria Fumaça já estão sendo restaurados por um especialista de São João del Rei, devolvendo a sua imponência e o seu charme. A obra de recuperação da estação está dividida em duas etapas. “A primeira, através do processo licitatório, será a renovação de toda a estrutura do telhado, inclusive as tesouras de madeira. A segunda etapa, com readequação interna e recuperação e pintura da alvenaria externa e interna, será executada com parceiros que vão financiar a obra, disse Sérgio Ayres, atual secretário municipal de meio-ambiente. “E já estamos elaborando o projeto museológico conceitual para o nosso museu municipal, que terá como destaque a história da EFOM. E tudo com o apoio da prefeitura municipal e de muitos parceiros, como o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural”, disse ele.

Se um dia a Maria Fumaça, ou melhor, a locomotiva 66, vai voltar a circular, o arquiteto ri e tenta desconversar, mas esconde a esperança. “Imagina só devolver a Antônio Carlos e região o que foi destruído de forma inexplicável? Já recebemos a proposta para ela circular pela cidade. É realmente um sonho!”.

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Fonte: Divulgação/Fotos: Januário Basílio e Sérgio Ayres.

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