O governador Romeu Zema (Novo) deixa o comando do governo de Minas Gerais neste domingo (22/3). Ele renuncia ao cargo para se dedicar à campanha para presidente da República. Em seu lugar, assume o vice, Mateus Simões (PSD), que concorrerá à cadeira do Palácio Tiradentes, nas eleições deste ano. Simões assume agora, no domingo, e tentará se manter no cargo a partir de 2026, disputando as eleições de outubro.
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A cerimônia de posse será na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), e a transmissão de posto, no Palácio da Liberdade, na manhã deste domingo.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Zema junta os pertences e apaga as luzes da sala. “Fui um governador que sempre privilegiou a economia, tudo o que é possível tem de economizar”, afirma, ao desligar os interruptores. Depois, as imagens mostram o governador descendo pelo elevador e se despedindo de funcionárias.
Pendências do mandato
Zema deixa o cargo em meio à greve dos profissionais da educação estadual, que estão com as atividades paralisadas há duas semanas. A categoria reivindica a recomposição salarial de 41,83% e defende que o índice pedido corresponde às perdas acumuladas entre 2019 e 2025. Segundo representantes, o reajuste anunciado pelo governo – de 5,4% para todo o funcionalismo público – é insuficiente.
Outra paralisação do funcionalismo que ficará nas mãos de Mateus Simões é na área da Saúde. Servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) também estão de braços cruzados, o que já provocou impactos na realização de cirurgias eletivas em unidades da rede. Ao todo, mais de 30 cirurgias eletivas foram adiadas devido à greve.
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Com informações: O Tempo.
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