Marcela de Carvalho Taques viajou com o namorado para a cidade dos Emirados Árabes, mas o voo da volta foi cancelado
A enfermeira Marcela de Carvalho Taques se programou há meses para viajar com o namorado para Dubai, nos Emirados Árabes. Mas quando o passeio se concretizou, o sonho se transformou em pesadelo. Mineira de São João del-Rei, No Campo das Vertentes, Marcela relata estar “presa” na cidade árabe desde o início da guerra entre Irã e Estados Unidos.
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No dia 23 de fevereiro, ela e o namorado saíram de São Paulo em direção a Doha, no Catar. De lá, o casal foi para Dubai, no último sábado (28/2). “Foi um voo super-rápido! Tudo pela companhia aérea Qatar Airways”, conta. A volta estava marcada para esta quinta-feira (5/3), com previsão de chegada na sexta-feira (6/3).
“Logo que chegamos a Dubai, os ataques começaram. Estávamos perto do Burj Khalifa [o maior arranha-céu de Dubai], quando vimos e ouvimos os bombardeios. Até então, estava tudo tranquilo, porque as passagens continuavam marcadas”, comenta. No entanto, o voo para o Brasil foi cancelado.
Ela conta que o governo dos Emirados Árabes havia informado que bancária alimentação e hospedagem. “Mas não tem nada disso. Há outros brasileiros aqui na mesma situação, que também estão tendo que pagar por tudo. A despesa aqui é muito alta”, explica. “Nós conseguimos perceber claramente a qualidade excepcional do sistema de defesa dos Emirados Árabes, porém, é desgastante emocionalmente falando”, afirma.
Marcela afirma que também não tem recebido suporte da companhia aérea. “A articulação para voltar está sendo baseada na frustrante tentativa de contato com a Qatar, que nada responde, e agora cogitamos procurar outra companhia somente para conseguirmos sair daqui o quanto antes”, aponta.
A enfermeira começa a se preocupar ainda mais, porque terá custos extras a partir desta quinta. “Amanhã acaba a estadia previamente paga, e aí o valor vai depender de quando e como conseguiremos sair daqui; pois só as passagens compradas de forma extraordinária giram em torno de R$ 20.000”, lamenta.
Em contato com a embaixada brasileira em Abu Dhabi, que também responde por Dubai, a enfermeira recebeu uma resposta “sem muita coisa a acrescentar ou ajudar.” “Infelizmente, não há previsão de assistência consular para pagamento de hospedagem e manutenção”, diz trecho do e-mail.
Super-ricos conseguem deixar a cidade
Por outro lado, super-ricos têm conseguido deixar Dubai por meio de uma rota de fuga que inclui jato e longas viagens de carro. Alguns deles chegaram a gastar até R$ 1 milhão para poder fugir da cidade.
Vários governos estrangeiros, incluindo os do Reino Unido e da Alemanha, estão enviando aviões a Omã para evacuar seus cidadãos, já que poucos voos operam a partir dos Emirados, mas ainda não há movimento do tipo por parte do governo brasileiro, lamenta a enfermeira.
“O Brasil não tem feito nada por nós. Estamos aqui sem ter solução, nem ter comida, nem dinheiro, sem que ninguém faça por nós. Apenas querendo ir embora para casa”, diz.
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Com informações: O Tempo.
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