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Comitê mantém macro Centro-Sul na onda amarela do Minas Consciente

Incidência da covid-19 cai 23% em Minas e indicador de complicações pela doença atinge o menor patamar desde o início do ano

A melhora de todos os indicadores da covid-19 em Minas Gerais levou o estado à fase de maior controle da pandemia desde o início do ano. O dado foi apresentado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) nesta quinta-feira (15/7) durante o encontro virtual do Comitê Extraordinário Covid-19, que se reúne semanalmente para discutir a situação da doença.

Diante da melhora, o grupo aprovou a evolução da macrorregião de Saúde Sudeste para a onda verde do Minas Consciente e da Norte e Sul para a onda amarela, e se junta à macro Vale do Aço, que já havia evoluído na semana anterior. As macrorregiões Noroeste e Sul também progrediram para a onda amarela, se juntando a Centro, Centro-Sul (que engloba municípios das microrregiões de Barbacena, Congonhas, Conselheiro Lafaiete e São João del Rei), Jequitinhonha, Leste, Norte, Oeste e Triângulo do Norte. Apenas as regiões Leste do Sul, Nordeste e Triângulo do Sul foram mantidas na onda vermelha.

Assim, 12 das 15 localidades estão atualmente nas ondas mais flexíveis do plano, criado pelo governo estadual para promover a retomada segura e gradual da economia. Apenas três regiões se encontram em onda vermelha, mas nenhuma delas possui a classificação de Cenário Epidemiológico e Assistencial Desfavorável, o que inviabilizaria, por exemplo, a volta às aulas.

O número de cidades com menos de 30 mil habitantes, que poderão progredir de onda, independentemente da situação em que se encontra a macro ou a microrregião, também subiu para 96 municípios nesta semana, o maior número desde abril. Essas cidades registraram menos de 50 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

As mudanças entram em vigor a partir de sábado (17/7).

 

Mudanças

Com o progresso da vacinação e a melhora dos indicadores da covid-19 em Minas, o Comitê Extraordinário revisou o protocolo do Minas Consciente e criou regras para a realização de grandes eventos.

As principais alterações se referem ao distanciamento e à capacidade máxima de lotação dos espaços, e atingem especialmente os setores mais afetados pelas restrições da pandemia, como Eventos e Turismo. As mudanças passam a valer no dia 15 de agosto.

Ficaram decididos a flexibilização do distanciamento padrão para 1,5 metros; o aumento nas lotações máximas de espaços, conforme a onda do Minas Consciente; e regras específicas para a viabilização de grandes eventos de natureza cultural, esportiva, comercial, religiosa, social ou política, por um tempo pré-determinado.

 

Regras mínimas

– Entrada do evento: aferição de temperatura, controle no fluxo de acesso e acesso com hora marcada;

– Distanciamento de 1,5 metros: a ser aplicado em filas, entre cadeiras/assentos e também no cálculo da capacidade;

– Apresentação de documento de imunização presumida: cartão de vacinação que comprove imunização completa superior ou igual a 15 dias OU PCR ou laudo médico com positividade para covid-19 (entre 15 e 90 dias).

*É obrigatório comunicar as regras aos participantes e facilitar a devolução do ingresso.

 

Regras por onda

Vermelha

– Lotação máxima de 50 pessoas ou 10% da capacidade em ambientes fechados; 30% da capacidade em ambientes ao ar livre;

– Duração máxima de 5 horas;

– Horário permitido: entre 8h e 21h.

Amarela

– Lotação máxima de 300 pessoas ou 30% da capacidade em ambientes fechados; 600 pessoas ou 50% da capacidade em ambientes ao ar livre;

– Duração máxima de 6 horas;

– Horário permitido: entre 7h e 23h.

Verde

– Lotação máxima de 50% da capacidade em ambientes fechados; sem limite de lotação em ambientes ao ar livre;

– Duração máxima de 12 horas;

– Sem restrição de horário.

 

Melhora dos indicadores

A taxa de incidência, que mede a circulação do vírus na sociedade, caiu 23% nos últimos 14 dias, e é a oitava menor do país. Já a confirmação de Síndrome Respiratória Aguda Grave provocada por covid chegou a 58% na última semana, o menor número desde janeiro.

A positividade, indicador que mede o número de pessoas com sintomas gripais que testam positivo para covid-19, também saiu do patamar de 30% a 49% para menos de 30%, variando entre 26% e 28% nas últimas semanas.

A mortalidade por faixa etária também apresentou uma queda expressiva na população com mais de 60 anos, grupo mais vulnerável à doença. Nas primeiras semanas de 2021 Minas Gerais apresentava acúmulo de óbitos na faixa etária 60+ de quase 90%. Agora, o Estado chegou a 60%. Ainda é o grupo que mais concentra óbitos, mas com uma proporção muito inferior à registrada antes do início da imunização.

 

Ocupação de leitos

A média de solicitações de internação em leitos de UTI Covid teve queda de 30,41%, e o tempo médio de espera por atendimento na última semana caiu de 22 para 15 horas.

Atualmente, a ocupação de UTI Covid na rede pública mineira é de 61% e 70 pacientes aguardam por um leito. O número chegou a 227 pacientes em 10 de junho.

 

Cirurgias eletivas

O Comitê também aprovou atualizações para realização de cirurgias eletivas, aquelas sem caráter de urgência.

Em situação de cenário desfavorável assistencial e epidemiológico os procedimentos ficam suspensos. Exceto para pacientes que precisam de transplantes, cirurgias cardiovasculares, oncológicas, neurológicas e nefrológicas. Atualmente, nenhuma região do estado se encontra nessa condição.

Já na onda vermelha, quando há aumento do risco de morte ou complicações, as eletivas podem ser feitas mesmo em cenário desfavorável assistencial e epidemiológico.

A onda amarela inclui todos os procedimentos permitidos na onda vermelha, além de cirurgias hospitalares que não demandem intubação ou sedação profunda.

Em caso de onda verde, todo e qualquer tipo de eletiva pode ser realizado, mas caberá ao gestor local e da unidade de atendimento analisar a disponibilidade de leitos, equipes, equipamentos e insumos.

Fonte: agência Minas.

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