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Dani, Mina de Fibra, morre em São Paulo após complicações do transplante 

A barbacenense Danielle Braz Vaz de Mello, diagnosticada com Fibrose Cística, faleceu  aos 24 anos nesta quinta-feira (05/11), em são Paulo-SP,  decorrente de complicações pós transplante.

Dani a “Mina de Fibra”, ficou  bastante conhecida durante ampla campanha que realizou nas redes sociais com o objetivo de custear parte das despesas que teve para se manter morando na capital paulista aguardando a realização do transplante, e também para conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos. Durante campanha, da contou para os internautas sobre sua experiência de conviver com uma doença rara. Recentemente ela  foi submetida a um transplante de pulmão, porém veio a óbito nesta quinta-feira, decorrente de complicações.

O velório do corpo da Dani aconteceu na manhã desta sexta-feira (06/11), no Memorial do Grupo Zelo,situado  no bairro Boa Morte, de onde seguiu o cortejo, às 12h, em direção ao adro Basílica de São José. No local houve concentração com homenagens póstuma à barbacenense, e em seguida iniciou-se o cortejo que seguiu em direção ao Parque de Exposições. Logo após, o corpo seguira para cremação, em cerimônia restrita à familiares.

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Aos três meses de vida, Danielle foi diagnosticada com Fibrose Cística após uma internação com pneumonia. Desde então, a jovem passou por tratamento que consistia em enzima pancreática e suplementos vitamínicos  sem apresentar sem intercorrências graves a saúde  tendo uma infância normal, passando apenas por consultas com pneumologista.

Na adolescência, mesmo não apresentando sintomas da doença, Dani precisou  tomar anti-inflamatório, bombinhas e inalações, como forma de profilaxia e visando postergar a evolução da doença.

Aos 17 anos, mudou para Juiz de Fora para cursar faculdade de odontologia, onde após alguns meses teve a primeira crise de falta de ar e precisou  ser internada. A partir de então, a doença se agravou de tal forma a impedir a continuidade de Dani na faculdade, passando por diversos procedimentos cirúrgicos. Dani passou longas crises de falta de ar e uso de medicamentos além de fisioterapia e reabilitações que passaram a fazer parte da rotina da “mina de fibra”.

Após quase três anos conturbados, Dani foi encaminhada e aceita na fila de transplantes, como a única chance de permanecer com vida.

A partir de então, várias campanhas para arrecadar ajuda financeira para arcar com toda a despesa de mudança e moradia dela na cidade de São Paulo, por onde  passou por tratamento no Hospital das Clínicas e no Instituto do Coração (Incor) onde foi realizado o transplante após longo período de espera por um doador compatível.

 

Sobre a Fibrose Cística

A Fibrose Cística (FC) é uma doença genética e recessiva, rara, grave e multissistêmica que acomete principalmente os pulmões, pâncreas e fígado. Sua presença no mundo está em torno de 60.000 indivíduos. Ela surge através de genes defeituosos que passam de pais para filhos. Lembrando que os pais possuem apenas um gene da doença, portanto não manifestam a mesma.

Causada pela mutação no gene que codifica a proteína reguladora da condutância transmembrana em fibrose cística (CFTR), que regula o transporte do cloro na membrana das células localizadas nas glândulas exócrinas. Com isso, o portador da doença apresenta um  “defeito” na produção das secreções, que se tornam espessas, de difícil remoção e em grande quantidade, prejudicando o bom funcionamento dos órgãos. A tríade clássica da doença é: doença pulmonar obstrutiva supurativa crônica, insuficiência pancreática e eletrólitos elevados no suor.

Foto/reprodução: Instagram.

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