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Documentário narra trajetória de singular grupo musical, dedicado à música colonial

Coral Cidade dos Profetas, fundado há mais de 30 anos em Congonhas/MG, grava documentário para registrar seu trabalho de preservação da música colonial mineira

Um dos principais corais do País que executa, difunde e perpetua o legado musical do passado brasileiro. Essa seria uma boa definição para o Coral Cidade dos Profetas. Mas, a essência do grupo com 35 integrantes vai muito além. Já são 33 anos de jornada com inúmeras histórias que fazem parte do que o Coral se transformou. Histórias que agora dão vida ao documentário “Coral Cidade dos Profetas e a Música Colonial Mineira”, filme que acompanhou o grupo nos últimos dois anos, registrando o cotidiano, as ações de formação cultural, ensaios, apresentações e os bastidores dos concertos realizados pelo interior de Minas. O documentário será lançado em 11 de julho, domingo, às 20h, com exibição pública e gratuita no Santuário Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, com projeção nas fachadas das capelas dos Passos, onde está a obra-prima de Aleijadinho. Na sequência, a produção ficará disponível no canal do Youtube CoralCidadedosProfetasOficial ( https://bit.ly/3o4r81A ).

Com patrocínio da CEMIG, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, o filme, com direção de Marcelo Miyagi, busca aproximar o legado da música antiga do grande público, uma das principais missões do grupo desde sua criação, em 1988. Além de registrar os bastidores desta história, o documentário reúne diferentes depoimentos de quem faz parte da trajetória do Coral. “Para narrar a história do Coral Cidade dos Profetas, nada melhor do que ouvir dos próprios integrantes as suas histórias, trajetórias e o seu cotidiano. Além disso, historiadores e especialistas em música colonial falam sobre a importância dos compositores escolhidos no repertório e como o Coral mantém viva a música daquele período nos tempos atuais. A outra linha narrativa é construída com o resgate de registros de apresentações, os ensaios e os bastidores do grupo”, explica o diretor Marcelo Miyagi.

Durante 26 minutos, também é possível conhecer a riqueza de nuances por trás do trabalho de formação, em registros dos bastidores das ações formativas, aprendizado e disseminação cultural realizadas pelo grupo. “É um recorte do atual momento do Coral que olha para o seu passado e vislumbra um futuro cheio de mais e mais vivências para contar outras histórias”, conta o diretor.

Uma das histórias em consonância com a do grupo é a do baixo barítono, Adriano Maia. Hoje, aos 38 anos, sua trajetória de vida se mistura com a do Coral Cidade dos Profetas, a quem se dedica há 18 anos. “O Coral foi minha porta de entrada na música, em 2003. A partir desse momento, começou o meu aprendizado musical. Eu ainda não tinha tido oportunidade de estudar música e com o grupo comecei a me interessar por partituras, instrumentos, técnicas vocais e o Coral me transformou no músico que sou hoje”, conta Adriano que, além de ganhar a vida como músico profissional, também é professor do Coral nas ações de formação que o grupo realiza em Congonhas, cidade de origem do Coral.

Bem antes da chegada de Adriano, mais especificamente no dia 1º de maio de 1988, a contralto Lourdinha Amâncio começava sua vivência com o Coral. Na verdade, ela presenciou o nascimento do grupo que se reuniu pela primeira vez naquele dia 1º para se apresentar em uma Missa do Trabalhador. “Nesses anos todos, o Coral se transformou numa família. Para além da música, dos estudos, das apresentações, temos uma relação muito fraterna”, lembra Lourdinha.

A forte presença do Coral Cidade dos Profetas na vida de seus integrantes reforça os laços criados nas mais três décadas de existência do grupo, como pontua o tenor Antônio Maria Reis. “Atravessamos muitas dificuldades, mas também muitas alegrias. A gente criou uma ligação com o Coral que é muito presente nas nossas vidas. Temos ensaios, aulas, pesquisas, trabalhos sociais, auxílio aos novos colegas. Tenho a consciência de que estou contribuindo para preservação desse legado espetacular da música colonial mineira”, acredita.

 

Pioneirismo

Especialista na interpretação de música sacra antiga e com três CDs gravados – “Missa em Fá de Lobo de Mesquita”, “Mestres do Colonial Mineiro” e “CD em Louvor à Virgem Maria”, o Coral Cidade dos Profetas desenvolve, nestas mais de  três décadas, o pioneiro trabalho de proteção deste patrimônio imaterial do país. “Ainda não tínhamos conseguido registrar em imagens e com qualidade a trajetória do Coral e nem o processo de transformação e de difusão que protagonizamos. Com o documentário, nossa expectativa é democratizar ainda mais o trabalho do Coral Cidade dos Profetas, desmistificar e exaltar a beleza da música antiga mineira”, afirma o maestro Herculano Amâncio, regente do grupo desde a sua criação.

O Coral participa dos eventos mais significativos do interior de Minas como Semana Santa, Festivais de Inverno, bem como Festivais e Encontros de Corais Nacionais e Internacionais.  Mantido pela Associação Cultural Canto Livre, o Coral oferece também, gratuitamente, por meio da Associação, formação musical para pessoas de 12 a 80 anos, sendo reconhecido como uma das mais belas manifestações culturais do interior de Minas. As atividades de formação em Congonhas, da Associação Cultural Canto Livre, são mantidas pela Prefeitura Municipal de Congonhas.

Ficha técnica:

Documentário “Coral Cidade dos Profetas e a Música Colonial Mineira”

Direção: Marcelo Miyagi / Duração: 26 minutos/ Classificação livre

Serviço:

Lançamento do documentário “Coral Cidade dos Profetas e a Música Colonial Mineira”

Data: 11 Julho de 2021, domingo – Gratuito

Horário: 20h

Local: Santuário Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas/MG, com projeção nas fachadas das capelas dos Passos. Na sequência, a produção ficará disponível no canal do youtube Coral Cidade dos Profetas Oficial –  https://bit.ly/3o4r81A

coral-cidade-dos-profetas-de-congonhas-mg-02

Fonte: Divulgação.

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