Morte em Ubá amplia alerta para a leptospirose em Minas

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Alagamentos elevam risco de infecção transmitida por água, lama e solo contaminados pela urina de ratos e outros animais. No estado, já são 55 casos e 7 óbitos

Em meio ao período chuvoso, marcado por enchentes, alagamentos e possível contato da população com água ou lama contaminada, Minas Gerais acende o alerta para o avanço da leptospirose. Em Ubá, na Zona da Mata, foi confirmada a primeira morte pela doença neste ano. Outros 41 casos estão em investigação no município, castigado por temporais nas últimas semanas. O risco não se restringe a Ubá. Segundo balanço da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), já são 55 casos confirmados no estado, com sete óbitos, neste ano. Especialista alerta para os cuidados para evitar a infecção. Na capital, três pessoas foram contaminadas.

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Após as chuvas intensas que deixaram Ubá debaixo d’água, a cidade luta para se reerguer e enfrentar os resquícios que deixam a população vulnerável, como a lama e outros resíduos que podem armazenar bactérias. Na terça-feira (10/3), a primeira morte por leptospirose foi confirmada no município. A vítima é uma mulher de 33 anos. A confirmação foi feita por meio de exame laboratorial do tipo RT-qPCR, que detectou a presença da bactéria causadora da doença, a Leptospira, eliminada pela urina dos ratos. Em nota, a SES lamentou a morte e prestou condolências aos familiares e amigos da vítima.

De acordo com a prefeitura municipal, ainda há 41 casos suspeitos de leptospirose notificados, que seguem sob investigação epidemiológica. As amostras coletadas foram encaminhadas para análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, e os pacientes aguardam os resultados dos exames. A Secretaria de Estado de Saúde informou que mantém acompanhamento contínuo da situação no município, com monitoramento dos casos, análises laboratoriais e investigação epidemiológica.

CASOS E MORTES

Conforme a pasta, no período chuvoso 2025/2026, ainda em andamento, foram confirmados, até o momento, 55 casos de leptospirose e sete mortes. No ano passado, foram registradas 142 ocorrências e 12 mortes provocadas pela doença. Já em 2024, o número de casos confirmados chegou a 100 casos, com sete óbitos. Nos anos anteriores, em 2022 foram 167 diagnósticos positivos da doença e 15 mortes, enquanto em 2023 houve 204 casos, 14 deles fatais.

Em Belo Horizonte, foram nove registros confirmados e uma morte, em 2024. Ainda na capital mineira, no ano passado, foram 20 ocorrências e quatro óbitos. Neste ano, a capital registrou três casos confirmados até o fim de janeiro.

Segundo a infectologista Cláudia Murta, “Quando ocorrem enchentes, existe risco de ratos terem urinado nos resíduos que ficam nas casas e na lama acumulada. E a bactéria sobrevive ali, podendo causar infecção”, explica a infectologista Cláudia Murta.

De acordo com a especialista, para evitar o contágio é preciso fazer a limpeza dos locais acometidos pelas enchentes utilizando equipamentos de proteção, como botas e luvas, já que a infecção ocorre pela pele.

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Após a limpeza, é preciso jogar água sanitária no local, “para matar possíveis bactérias que estejam no ambiente”.

Com informações: Estado de Minas.

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