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O Conjunto Moderno da Pampulha, em Belo Horizonte, foi oficialmente declarado neste domingo (17), em Istambul, na Turquia, o 13º sítio do país considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco (Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Se considerados também os bens naturais considerados pela Unesco, a Pampulha passa a ser o 20º bem brasileiro inscrito na lista do patrimônio mundial.

A conquista do título foi aprovada após o referendo dos representantes de 21 países que participaram da 40ª reunião do Comitê de Cultura da Unesco na madrugada deste domingo (17), após ser adiada por 24 horas por causa da tentativa de golpe de Estado no país.

A Pampulha é o quarto sítio em Minas Gerais que recebe o título, que ainda tem a cidade de Ouro Preto, o centro histórico de Diamantina e o santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos, em Congonhas, declarados patrimônio.

Criada na década de 1940 pelo então prefeito de Belo Horizonte, o ex-presidente Juscelino Kubistchek (1902-1976), para ser um centro de lazer e turismo, foram construídos na Pampulha quatro prédios de formas arredondadas, linhas simples e cores claras, a Igreja São Francisco de Assis, o Iate Tênis Clube, a Casa do Baile e o Museu de Arte, concebidos pelo arquiteto pelo arquiteto Oscar Niemeyer, com jardins do paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) e pinturas de Cândido Portinari.

De acordo com a assessoria do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico), além de patrimônio cultural, o conjunto da Pampulha foi o primeiro sítio no mundo a receber o título de Paisagem Cultural do Patrimônio Moderno, que começou a ser concedido este ano pela Unesco.

Fonte: Carlos Eduardo Cherem
Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte.

Fotografia: Ludmila Tavares/Flickr