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Gravidez na adolescência foi tema de encontro realizado em Congonhas

A gravidez na adolescência é uma questão social, econômica e de saúde pública. Em Congonhas são desenvolvidas ações integradas que buscam prevenir e diminuir este índice, entre elas, o atendimento prestado nas unidades básicas de saúde e no Hospital Bom Jesus, além do Programa de Educação, Sexualidade e Cidadania (PESC) realizado nas escolas municipais. Esse tema foi debatido em uma tarde de conversa realizada nesta sexta-feira, 27, na Câmara Municipal, durante o encerramento da 1ª Semana de Orientação e Prevenção da Gravidez Precoce.

Além das ações de prevenção da gravidez na adolescência, foram abordados os métodos contraceptivos e as infecções sexualmente transmissíveis. Foram apresentadas informações sobre o atendimento das gestantes adolescentes na maternidade do Hospital Bom Jesus, os riscos da gravidez precoce para a saúde da mulher e do bebê e suas implicações psicológicas.

Além da sociedade civil e de profissionais de áreas interessadas, participaram os secretários de Saúde, Luiz Fernando Catizane, de Desenvolvimento e Assistência Social, Ronaldo Assunção, e de Esporte e Lazer, José Lúcio de Castro, além da secretária de Educação, Maria Aparecida Resende. O evento foi promovido pela Secretaria de Saúde, em parceria com as secretarias de Educação, Esporte e Lazer, Desenvolvimento e Assistência Social e o Hospital Bom Jesus.

O evento começou com um alongamento, ministrado pela educadora física Dardânia Fidélis. Em seguida, as psicólogas da Secretaria de Educação, Myriam Piedade e Cecília Bacharel apresentaram o PESC, instituído nas escolas municipais em 2012, por meio da Lei Nº 3.193. O trabalho é intersetorial, envolvendo as áreas de educação, saúde, assistência social e esporte. Com cerca de 450 profissionais capacitados, são promovidas, continuamente, ações voltadas a estudantes do 6º ao 9º ano das instituições de ensino, abordando assuntos, como identidade, gênero, sexualidade, gravidez precoce, cidadania e protagonismo.

Para aprimorar o atendimento às adolescentes na atenção primária, o médico Fábio Araújo Gomes de Castro e a enfermeira Tatiane Fonseca, que atuam na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Cinquentenário, sugeriram diversas medidas: mudar a forma como a equipe acolhe e atende os adolescentes; facilitar o acesso às consultas; assegurar o acesso aos métodos contraceptivos; orientar os pais/responsáveis; abordar direitos, autonomia e empoderamento das adolescentes; abordar a prevenção de abuso sexual; desconstruir o machismo nas consultas; e a inserção de DIU nos centros de saúde.

Segundo o médico e a enfermeira, 66% dos casos de gravidez entre adolescentes são indesejados, sendo que, no Brasil, uma em cada cinco mulheres são mães antes do fim da adolescência. Em Congonhas, entre 2007 e 2017, 15% de todos os nascimentos foram de mães adolescentes, mas houve redução significativa nos últimos anos, o que os profissionais atribuíram à expansão das atividades do PESC e às melhorias do acesso às UBSs.

A psicóloga Regina de Moura Salles falou sobre os aspectos psicológicos da gravidez na adolescência. Entre suas consequências estão os riscos reprodutivos aumentados para o binômio mãe-bebê; aumento da vulnerabilidade social; abandono ou atraso escolar; falta ou mudanças no projeto de vida; riscos de morbidade psíquica aumentadas; aumento do risco de reincidência de gravidez; e baixa qualificação profissional.

Orientação e prevenção da gravidez precoce

Durante toda a semana foram desenvolvidas atividades sobre o tema nas UBSs. A orientação e prevenção da gravidez precoce envolve ações que contribuem para a prevenção e diminuição do índice desta condição na adolescência. Também fazem parte o incentivo ao planejamento familiar e reprodutivo, prevenção das infecções sexualmente transmissíveis e diminuição das situações de exclusão social, decorrentes da gravidez precoce.

Além disso, a Prefeitura informa, sensibiliza e envolve a sociedade em torno da situação da maternidade e paternidade precoces, resgata as adolescentes para a cidadania, por meio de suporte de assistentes sociais e agentes de saúde e incentiva seu ingresso em programas sociais.

A Semana de Orientação e Prevenção da Gravidez Precoce foi instituída em Congonhas por meio da Lei Nº 3.786, de 15 de outubro de 2018, que é comemorada próximo ao “Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência”, em 26 de setembro.

Para o secretário de Saúde, Luiz Fernando Catizane, é importante a equipe estar alinhada e as secretarias funcionarem em conjunto, desenvolvendo ações “para conseguimos ter um alcance ainda maior e levar ao conhecimento de todos aqueles que estão em alguma situação de vulnerabilidade, principalmente nossos adolescentes”.

Fonte: Prefeitura de Congonhas.

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